09 abril, 2007

Ignorância e incompetência

Dias atrás tivemos mais um episódio grotesco envolvendo nossa *classe política* e eventos na web. Agora foi o senador Arthur Virgílio querendo convocar os representantes de uma empresa a explicar uma suposta apologia à internacionalização da Amazônia. Acontece que a empresa não existe no mundo real, só em um ARG – alternate reality game –, parte de uma campanha do guaraná Antarctica.
Mais uma vez ficou nítido o despreparo dos nossos legisladores em relação às novas tecnologias. Orkut, Youtube, nada disso foi suficiente pra eles se tocarem e não se meterem em áreas que desconhecem. Como tantas outras, essa também pede especialistas e descarta achismos e soluções rápidas e desastrosas.

Bem, tudo isso, na verdade, é apenas uma introdução. É que o caso, obviamente, gerou repercussão. Uma delas foi este artigo – tosquíssimo! – do jornalista (!) Chico Bruno.
Fui até lá, li, e como não concordei, opinei. Já sabia que os comentários são moderados, por isso não me preocupei por não ver minha opinião ir imediatamente ao ar. No entanto, quando isso aconteceu, vi meu comentário todo mutilado, editado, não demonstrando nada do que eu havia dito, que foi algo mais ou menos assim: mesmo respeitando a opinião do autor, seria muito mais interessante que ele – assim como o próprio senador Arthur Virgílio admitiu o tremendo mico – assumir que, como jornalista, *comeu barriga* e mandou pra frente algo sem fazer qualquer apuração.
Claro que o orgulho ferido do pobre escriba não permitiria um mea culpa desses, muito menos que a opinião de um leitor qualquer deixasse isso às claras. A solução, então, foi excluir tudo isso do comentário e substituir por um *(...)*.
Ora, reticências podem dizer qualquer coisa, principalmente as desimportantes. Quando elas entram no lugar do ponto central do texto, é bem coisa de editor novato, inexperiente, incompetente, maldoso e reacionário.

Esse foi, aliás, o conteúdo do segundo comentário que eu postei ao indivíduo. Naturalmente, não foi nada para o ar.

Chico Bruno é o nome dele. Deveria saber que, na ingenuidade dos quadrinhos, Chico Bento defende a Amazônia muito melhor que ele.

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